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Vinicius Calderoni

Vinicius Calderoni, dramaturgo, diretor, ator e músico da banda 5 a Seco, é de São Paulo (SP). Fiz faculdade com o Pedro Viáfora, seu companheiro de 5 a Seco, e acompanhei o grupo começando a acontecer, fui ver vocês tantas vezes! Mas só soube sobre a sua companhia de teatro, a Empório de Teatro Sortido, algum tempo depois, quando uma amiga me mostrou uma matéria que saiu em um jornal com um título esquisito – que parecia um erro!  Sim! Eu achei aquilo genial! Era “Aqui vai um título grande e complexo”. Eu não acreditei quando vi! E é engraçado porque nossos títulos nem são tão grandes e complexos, só o nome da companhia… (Risos) Achei muito bom! Me formei há um ano no [Teatro Escola] Célia Helena e não sei o quanto você tem dimensão disso, mas você já é uma referência nas aulas: a sua linguagem, o tipo de texto que você escreve e o seu trabalho como diretor. Nossa, me conta mais, não sei de nada! Estou meio chocado com isso, já tem montagens nas escolas. Teve uma agora no Célia, de “Os Arqueólogos”, e fiquei: “o quê? Ninguém me avisou? Eu queria tanto ter visto!” Aí fizeram “Ãrrã” […]
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Aíla

Aíla é cantora e compositora. Nasceu em Terra Firme, Belém (PA). Quando foi que a música entrou na sua vida e quando você decidiu que música e política caminhariam juntas? Na verdade, meu sonho era ser diplomata! Nasci em um bairro chamado Terra Firme, na periferia de Belém. É o mais populoso de lá. E nunca foi muito fácil a minha vida, a minha mãe me criou solteira e eu tinha como foco fazer universidade. Você tem irmãos? Tenho por parte de pai, alguns. Eu entrei em Letras em uma universidade pública, a Estadual do Pará [UEPA], me formei e, paralelamente aos estudos, queria, além de estagiar, ter uma outra grana para ajudar a minha mãe, e uma coisa da qual eu gostava era cantar! Cantava na escola desde pequena, o meu avô tocava violão muito bem, meus primos davam aulas de canto, então tinha um círculo de músicos por perto, mas nada muito profissional, às vezes as pessoas tinham duas profissões, não chegava a ser uma referência. E, na faculdade, o meu bloco de Letras era do lado do bloco de Música, então eu acabava meu curso e ia para lá fazer festas com a galera, montar palcos… A […]
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SILVA

SILVA, cantor, compositor, produtor e instrumentista, é de Vitória (ES). Que lente você usa para ver tanta poesia no mundo? Nossa, várias! Maconha, álcool… (risos) Não sei, acho que tudo, o meu trabalho é muito autobiográfico, apesar de as minhas letras não serem tipo as da Alanis Morissette, que contam todas aquelas histórias. As minhas são mais abstratas, mas, ao mesmo tempo, a vibe inteira condiz muito com o momento em que estou. Meus dois primeiros discos, “Claridão” e “Vista Pro Mar”, têm tudo a ver com a minha formação. Eu sou um cara de família protestante e a parte musical dela – são muitos músicos – é toda da área erudita. Então tem essa formação mais séria. E você veio dessa formação também! Vim! Sou formado em violino clássico. Mas eu sempre fui muito questionador em casa, a minha mãe é professora da UFES, ela sempre deu aulas de flauta e agora tem um projeto de educação musical para idosos, que é muito legal. Está colecionando umas histórias incríveis! Então é isso, eu cresci nessa casa e fui muito incentivado a me aproximar da música. Mas era uma música bem dentro do padrão e eu tive que quebrar muitas […]
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Bruna Caram

Bruna Caram, cantora, compositora, escritora e atriz, é de Avaré (SP). Você é uma artista “ansiosa”, quer estar em todas as linguagens artísticas, sente isso formigando em você. Se a sua família não fosse tão musical, você acha que sua carreira poderia ter enveredado por outro caminho artístico? Eu acho altamente possível, mas não responsabilizo a minha família por trabalhar com música – às vezes até me incomoda quando dizem “ah, a sua avó era cantora, o seu avô era violonista, então não tinha outro jeito, né?”. É claro que tinha! (risos) A música na minha família nunca foi uma profissão, digo, nunca foi vista como uma maneira de ser famoso ou de um jeito super sério. Música é um modo de estarmos juntos, sempre foi. Eu tenho mais ou menos 30 primos e ninguém mais virou músico profissional. Mas todos fazem música! Quantos primos! É, a última vez que contei eram 27, mas não para de nascer gente, já estão nascendo os filhos dos primos… A música não era levada por esse lado em casa, então foi difícil para mim virar cantora. Quando eu era criança, queria ser desenhista! Eu amava desenhar, a minha primeira arte foi o desenho […]
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Thiago Pethit

Thiago Pethit, cantor, compositor, intérprete e ator, nasceu em São Paulo (SP). Onde você fez Artes Cênicas? Fiz Célia Helena. Me formei lá, fiz o curso técnico profissionalizante. Mas falo que me formei na vida, porque trabalhei muito com teatro. Eu estou lá! Faz um ano. Faço o técnico também. No Célia? Que ótimo! Que gostoso. Me formei em 2001. Que legal! Bom, comunicar e trocar com as pessoas através da arte, ao mesmo tempo que é um presente, é quase uma sina, né? É. (risos) Eu diria que é uma sina, mas acho que tem dois aspectos: se você realmente está disposto a não só comunicar, mas trocar, mesmo, você tem que receber tudo o que vier, tanto as coisas boas quanto as ruins ou desagradáveis. Eu, por exemplo, sou super curioso: logo que lanço um disco, busco o meu nome no Twitter para ver o que as pessoas estão dizendo. É lógico que não é sobre levar para o lado pessoal, é sobre estar interessado em como estão recebendo o que você está comunicando. Ao mesmo tempo, sinto que é uma espécie de sina no sentido de karma, uma necessidade e, hoje em dia, depois de muitos anos […]
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Filipe Catto

Filipe Catto é intérprete, cantor e compositor. Nasceu em Lajeado (RS). A gente tem pensado em formas diferentes de falar sobre assuntos recorrentes em entrevistas, sabe… Sim, tipo “quem são as suas influências”! (risos) É, dá para papear sobre quem você paga pau porque acha foda sem te perguntar se você busca ser igual a alguém… Eu, por exemplo, não costumo escutar nada que se pareça muito comigo. Escuto coisas diferentes, é muito difícil eu ouvir música buscando alimento, não busco exatamente onde as pessoas acreditam que eu busque, tipo “preciso chegar em casa e ouvir um disco do Milton”. Eu não vou fazer isso, apesar de amar o Milton. Entende? Claro! Bom, existe, na sua trajetória, um momento de virada, em que você entendeu que tinha “dado certo”, que viveria de música? Tive vários momentos de confirmação, mas a verdade é que nunca houve um “plano B”. O meu pai é músico, a minha família é de músicos e, mesmo tendo feito faculdade de Design Gráfico, me cerquei de várias artes para poder alimentar a minha música, que sempre foi o que eu fazia bem e de forma natural. Eu era bom naquilo, gostava de música, cantava muito bem. […]
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Baleia

Sofia Vaz e Gabriel Vaz, cantores, compositores e irmãos cariocas, são vocalistas da banda Baleia. Quando vocês se sentiram músicos pela primeira vez? Gabriel: Acho que, até hoje, não consigo me considerar um músico… Os momentos vêm, mas são pontuais, eu os perco, eles não ficam. Sofia: Não ficam, mas, para mim, por exemplo, quando bate mais é depois do show, quando a galera vem falar com a gente e você sente que, caraca, tem um público e ele estava esperando alguma coisa. Gabriel: É muito estranho porque você vê que representa algo para uma galera. Você acha que não e aí, de repente, tem um bando de gente com o disco na mão, querendo falar, tirar foto, emocionados. E a gente pensa: “Caraca, mas por quê?!” (risos) Sofia: Nós ficamos querendo resolver várias coisas, envolvidos preparando o show, ensaiando, passando o som, num mega estresse. Aí, quando você consegue fazer o show, o depois é o momento em que entende que tem público: pessoas que estão lá, pagaram ingresso para assistir a você e estão te dando esse feedback. Gabriel: Sabe quando me bate muito também? Quando tem lanchinho bom no camarim: “Nossa! Chegamos lá!” (risos) Isso que vocês falaram […]
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Guaiamum

Daniel Ribeiro é cantor, compositor e produtor, nasceu em Brasília e cresceu em São Paulo e é o rosto do projeto Guaiamum. Você pode falar um pouco sobre sua história com a música? Você faz – e já fez – mil coisas! (risos) Sempre gostei de música, desde pequeno. Na minha família, ninguém é músico. Tinha uma avó que cantava e estudou canto, tocava sanfona na igreja, fazia culto ao ar livre. Devia ser bem legal! Tinha um órgãozinho elétrico em casa e eu sempre gostei de textura de som, textura é uma coisa da qual gosto em arte de modo geral. Então eu me debruçava em cima do órgão, tocava uma nota e colocava a orelha nele para ouvir… Eu tinha uns quatro anos. Não tenho mais o órgãozinho, infelizmente. Senão ele estaria no disco do Guaiamum! (risos) Aí, uma vez, vi o concerto de um quarteto de cordas da Elisa Fukuda e fiquei alucinado com o cello, queria tocar e ele tinha o dobro do meu tamanho! A gente falou com eles e me disseram para fazer aula de violino e, quando eu estivesse maior, se quisesse, mudaria para o cello. Era outra coisa, claro, mas… Bom, eu […]
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Lucas Silveira

Lucas Silveira é cantor, compositor, instrumentista, produtor, vocalista da banda Fresno e pai de Sky, de 6 meses. Como aconteceu o seu primeiro contato com música? A minha mãe era bem musical. Não trabalhava com isso nem nada, mas, a meu ver, era o bagulho mais normal do mundo. Ela estava sempre tocando violão, no teclado, cantando para mim ou para alguém. Então parecia que na casa de todas as pessoas também tinha um teclado aqui, um violão ali… Era um ambiente onde essa parada parecia tão normal quanto tomar café da manhã. Quando eu tinha uns 4 anos, tínhamos um órgão que parecia aqueles de igreja, mas era como um teclado velho, tipo um móvel bonito da casa. Quando aprendi a ligá-lo, nossa, eu ficava horas, tardes inteiras metendo uns ritmos ali, sabe? E a minha mãe não se importava! Acho que foi esse o começo. Teve o inicio mais musical, mesmo, também nessa fase, quando descobri que conseguia tocar as coisas de ouvido. Ouvia a melodia, ficava lá procurando, achava quais teclas eram aquelas e saía uma versão daquilo! Eu tinha uns quatro, cinco anos. Caramba. Ah, às vezes um menino que toca violino já é um monstro […]
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Cícero

Cícero é cantor, compositor e produtor e nasceu no Rio de Janeiro (RJ). Existiu um momento de “clique” na sua vida? Em que você entendeu que a música é a sua profissão, o seu caminho? Ou o processo foi mais orgânico? A música como atividade sempre foi, desde que sou criança toco violão e componho. Desde pequeno mesmo: 10, 11 anos. E já gravava no gravador do meu pai, então, para mim, tocar, compor e gravar sempre foi a mesma coisa, nunca senti muita diferença. Foi um processo único de infância, que fiz muito a vida inteira. Teve sim um momento específico em que isso virou ofício, profissão, e foi recentemente, de três, quatro anos para cá. Antes disso, levei a vida toda do jeito “normal”, fiz segundo grau, faculdade de Direito, terminei, advoguei, fiz estágio… E aí, num dado momento, depois de eu já ter gravado uns cinco discos em casa, por causa de um disco especificamente, a coisa começou a virar trabalho. Então fui deixando as outras coisas e hoje em dia eu faço só isso. Mas continuo com aquelas mesmas atividades de quando era criança, só que agora elas também são o meu trabalho, que é gravar […]
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