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Giovana Cordeiro

Giovana Cordeiro é atriz e mora no Rio de Janeiro, RJ. Como está sendo para você ver a cena cultural voltando devagar a acontecer? Como foi vivenciar isso tendo abertura neste cenário, estando inserida nele?  Passar por este processo me desafiou para que eu me colocasse em um lugar diferente. Tive a sorte de estar em um projeto que estrearia durante a pandemia, eu tinha o filme sobre o Magal ali na expectativa… Então, de certa forma, comparado a tudo o que tava acontecendo, eu me sentia assim: “beleza, isso aqui vai acontecer, vamos trabalhar.” Eu estava organizada e conseguiria tentar entender as coisas. E aí, artisticamente, foi amadurecendo por aqui uma uma independência, mesmo. A classe, num geral, teve que aprender a se produzir. E isso envolveu muita coisa, todo mundo tendo que se reinventar. Eu comecei a me pensar nesse lugar, da escrita, ou de pensar em produzir, chamar amigos para projetos… Foi muito bom artisticamente e eu me conheço mais fazendo isso, sabe? Participando de coisas com pessoas que são próximas… Estava pensando nisso ainda agora: a gente, num cenário um pouco carioca e até mais audiovisual, fica querendo ser visto por pessoas, querendo trabalhar com pessoas… […]
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Aíla

Aíla é cantora e compositora. Nasceu em Terra Firme, Belém (PA). Quando foi que a música entrou na sua vida e quando você decidiu que música e política caminhariam juntas? Na verdade, meu sonho era ser diplomata! Nasci em um bairro chamado Terra Firme, na periferia de Belém. É o mais populoso de lá. E nunca foi muito fácil a minha vida, a minha mãe me criou solteira e eu tinha como foco fazer universidade. Você tem irmãos? Tenho por parte de pai, alguns. Eu entrei em Letras em uma universidade pública, a Estadual do Pará [UEPA], me formei e, paralelamente aos estudos, queria, além de estagiar, ter uma outra grana para ajudar a minha mãe, e uma coisa da qual eu gostava era cantar! Cantava na escola desde pequena, o meu avô tocava violão muito bem, meus primos davam aulas de canto, então tinha um círculo de músicos por perto, mas nada muito profissional, às vezes as pessoas tinham duas profissões, não chegava a ser uma referência. E, na faculdade, o meu bloco de Letras era do lado do bloco de Música, então eu acabava meu curso e ia para lá fazer festas com a galera, montar palcos… A […]
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Michel Melamed

Michel Melamed é um artista brasileiro. Nasceu no Rio de Janeiro (RJ). Seu espetáculo “Monólogo Público” está em cartaz em São Paulo até 08 de maio. Quando penso em você e nas obras com as quais você se envolve, penso em “linguagem”. Você se considera um pesquisador da linguagem? Gostei dessa palavra que você usou, “pesquisador”. Vou passar a usar. Eu costumo dizer “experimentador” e está bem neste lugar mesmo. Então sim, me considero um “pesquisador”. É que o pesquisador já vem com uma certa autoridade e eu me sinto um pouco mais indefeso, muitas vezes por opção. Me sinto como alguém que arrisca, por isso não uso tanto “pesquisador”. Mas é isso, são experimentos: tento fazer o que não sei. É sempre meio neste lugar de desconforto… E no final tem um gozo, né? Uma alegria. Mas de maneira um pouco mais objetiva em relação à questão da linguagem, é uma das coisas pelas quais mais me interesso, é um dos pontos de partida para todos os trabalhos – também porque vejo como espectador, isto é, me interessa que as coisas não sejam persuasivas, que elas não só permitam múltiplas leituras, mas que estimulem as múltiplas leituras e, mais […]
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Filipe Catto

Filipe Catto é intérprete, cantor e compositor. Nasceu em Lajeado (RS). A gente tem pensado em formas diferentes de falar sobre assuntos recorrentes em entrevistas, sabe… Sim, tipo “quem são as suas influências”! (risos) É, dá para papear sobre quem você paga pau porque acha foda sem te perguntar se você busca ser igual a alguém… Eu, por exemplo, não costumo escutar nada que se pareça muito comigo. Escuto coisas diferentes, é muito difícil eu ouvir música buscando alimento, não busco exatamente onde as pessoas acreditam que eu busque, tipo “preciso chegar em casa e ouvir um disco do Milton”. Eu não vou fazer isso, apesar de amar o Milton. Entende? Claro! Bom, existe, na sua trajetória, um momento de virada, em que você entendeu que tinha “dado certo”, que viveria de música? Tive vários momentos de confirmação, mas a verdade é que nunca houve um “plano B”. O meu pai é músico, a minha família é de músicos e, mesmo tendo feito faculdade de Design Gráfico, me cerquei de várias artes para poder alimentar a minha música, que sempre foi o que eu fazia bem e de forma natural. Eu era bom naquilo, gostava de música, cantava muito bem. […]
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Karen Jonz

Karen Jonz, skatista tetra-campeã mundial, ilustradora e música, é de Santos (SP). Quando você descobriu qual era o seu talento? Eu sei que você tem vários, mas… …Sim, de qual você está falando?! (risos) Haha! Queria saber se teve um momento de clique na sua cabeça, em que você descobriu qual seria a sua profissão. Teve – e acho que foi uns dois anos depois de eu ter começado a andar de skate. Quando comecei, não tinham muitas meninas, e depois de um tempo eu percebi que era – é muito arrogante falar isso – um pouco melhor do que a maioria. Tipo, tinha mais facilidade! Algumas meninas que andavam comigo sentiam medo e não desenvolviam. Teve um momento em que comecei a evoluir rápido e tudo o que me propunha a fazer dava certo: “Quero fazer essa manobra.” Aí ia lá e conseguia. Quantos anos você tinha, mais ou menos? Uns vinte! Comecei a andar com 17 anos e uns três anos depois passei a participar de campeonatos, aí fui vendo que estava ficando sério. Porque, no início, era diversão, eu não tinha nenhuma pretensão de participar de campeonatos. Mas foi acontecendo e, uma hora, decidi que queria me […]
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Helio Flanders

Helio Flanders é cantor, compositor, produtor e vocalista do Vanguart. É de Cuiabá (MT). Te conheço há muito tempo – fui assistir Vanguart no VangBeats, no Studio SP, milhares de vezes, enquanto eu estava na faculdade. Lá pra 2010, 2011… Você sente saudade dessa época? Acho que sinto saudade de todas as épocas, de tudo que eu não posso viver mais… Aquele apartamento antigo, o caminho que eu fazia, aquelas pessoas. Mas isso não significa que eu queira viver – ou reviver – as coisas. Ou tampouco encontrar certas pessoas. Mas a gente sente saudade. Nem sei se é esta a palavra, mas o tempo parou ali, nesses lugares, na memória, então é bom lembrar. Eu sinto saudade de saber menos das coisas. Porque saber mais eu já sei, então isso já tenho. (risos) Ao saber menos, você vê o mundo de outro jeito. Era bom. Mas agora é melhor. Talvez você sinta falta de ser um pouco mais ingênuo… Ou não é isso? Acho que ingênuo eu nunca fui – não querendo me achar! (risos) Sempre me falavam: “Relaxa, Helio, você está muito paranoico.” Mas não sei, sinto falta de ter menos coisas na vida, de poder tocar Beatles […]
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